
Reinaldo disse que sua prioridade imediata será trabalhar pela candidatura de Flávio Bolsonaro
O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) resumiu sua avaliação sobre o momento econômico e político do país em entrevista a uma emissora de rádio de Campo Grande.
“O Brasil está pedindo socorro.”
Para Reinaldo, o endividamento das famílias, os juros elevados, as dificuldades enfrentadas pelas empresas, a perda do poder de compra e o crescimento das despesas públicas mostram a necessidade de uma mudança de rumo.
Segundo ele, a reação positiva do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições presidenciais sinaliza uma expectativa dos investidores diante da possibilidade de mudança no comando do país.
A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com cerca de 47% dos votos válidos contra 45% do candidato à reeleição, levou a disputa para o segundo turno, marcado para o dia 25.
No dia seguinte à votação, o Ibovespa ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos, chegando à máxima de 209 mil pontos durante o pregão, enquanto o dólar recuou mais de 4%, chegando a R$ 4,95.
“O mercado financeiro é confiança. Foi o maior recorde da Bolsa brasileira, pela confiança do investidor de que o governo pode mudar”, afirmou Reinaldo. “Isso significa que o governo que aí está não está bem e não tem nada novo a oferecer,” acrescentou.
Segundo Reinaldo, embora indicadores da Bolsa pareçam distantes da rotina das famílias, eles refletem confiança, disposição para investir e expectativas em relação à economia — fatores que, posteriormente, podem influenciar geração de empregos, renda e investimentos.
“O mercado financeiro é aquele que movimenta as ações, é o termômetro que mostra se as empresas estão disponíveis e dispostas a investir, com segurança jurídica e com a questão dos juros. O bolso continua a ser a parte mais sensível do corpo humano”, afirmou.
Para ele, o Brasil precisa recuperar competitividade e criar condições para que empresas permaneçam e invistam no país. Reinaldo citou como exemplo a presença de indústrias brasileiras no Paraguai.
“Tem 1.800 indústrias brasileiras funcionando no Paraguai. Nós temos que trazê-las de volta para o Brasil. É aqui que elas têm que estar”, defendeu.
Na avaliação do senador eleito, endividamento, baixo crescimento, aumento das despesas públicas e obras paradas exigem uma mudança de rumo.
“O resultado das urnas é o espelho do sentimento da população: não dá mais para continuar. Já deu, chega”, afirmou.
Com a disputa presidencial seguindo para o segundo turno, Reinaldo disse que sua prioridade política imediata será trabalhar pela candidatura de Flávio Bolsonaro e contribuir para a construção de uma agenda de reformas para 2027.
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