
Esperança para toda humanidade: Vacina contra o câncer
Da série “notícias animadoras”: As farmacêuticas Moderna e Merck registraram o resultado mais promissor da história quando o assunto é uma vacina contra o câncer de pele. |
| O imunizante de RNA mensageiro foi desenvolvido para pacientes que já tiveram melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele — e passaram por cirurgia para remover o tumor. |
É tudo personalizado: Diferentemente das vacinas tradicionais, a intismeran autogene é fabricada sob medida para cada paciente.
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| Traduzindo o “medicinês”, os cientistas identificam as mutações específicas do tumor de cada pessoa e, então, criam uma defesa personalizada que “treina o sistema imunológico” para saber o que combater. |
Ela não trabalha sozinha: A vacina é aplicada junto com o Keytruda, um imunoterápico da Merck que já é padrão no tratamento do melanoma. |
- Sozinho, o remédio bloqueia os truques que o câncer usa para enganar as defesas do corpo — e, quando combinado com a vacina, o resultado foi extremamente animador.
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O que aconteceu? Nos ensaios clínicos com o imunizante, a combinação fez com que o risco de o câncer voltar ou levar o paciente à morte caísse significativamente. |
| Ou seja, a vacina não previne o câncer em quem está saudável — ela é usada depois da cirurgia, em pacientes de alto risco, para evitar que a doença volte. |
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Mas por que isso é tão histórico? 
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| Porque nunca, em nenhum teste de fase 3 — a etapa mais avançada e rigorosa da pesquisa clínica —, uma terapia genética personalizada contra o câncer havia mostrado esse tipo de benefício comprovado. |
De dedos cruzados: Essa é a prova de que é possível “customizar” um tratamento com base no DNA do tumor de cada pessoa, e não apenas usar uma fórmula genérica para todo mundo.
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| Não por acaso, a pesquisa movimentou o mercado financeiro tanto quanto movimentou os hospitais, com as ações da Moderna disparando mais de 150% em um único dia depois do anúncio. |
Muita calma nessa história: O estudo continua em andamento, e agora os órgãos reguladores devem analisar os dados. A expectativa é que o tratamento chegue aos pacientes só em 2027. |
| Seja como for, se a mesma técnica funcionar para outros tipos de câncer, podemos estar diante do primeiro passo para uma verdadeira revolução na medicina. |
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| fonte: O Expresso
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