MS sai na frente com o Programa de Proteção Animal

A causa animal, a saúde e a população ganham quando os olhares do poder público se voltam para a necessidade de pensar políticas de defesa, proteção e bem estar animal.
O resultado foi apresentado no auditório da OAB/MS, instituição parceira no movimento através da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais, e é apenas o início de um grande passo nas políticas públicas da vida animal em Mato Grosso do Sul.
Atualmente, dos 85 abrigos visitados pela comissão, foram contabilizados 4 mil animais.
Pela primeira vez foi feita uma coleta de dados com os abrigos e protetores independentes, sendo que todos os bichos haviam sofrido histórico de maus-tratos antes de serem acolhidos.
Presidente da ONG Fiel Amigo, que atualmente abriga 300 animais, Laura Cristina ocupou a mesa representando as protetoras que incansavelmente vem trabalhando de forma independente.
“A causa animal é uma causa muito nobre sim, mas é uma causa muito árdua, e é muito triste o que nós vivemos. Estou com 300 animais, sem funcionários e há três meses eu venho cuidado deles sozinha. Vários são paraplégicos, têm sequelas de cinomose e jamais serão adotados porque o preconceito é muito grande. Quero dizer que o caminho é longo, mas a causa suplica urgência. Nós precisamos do apoio do Estado”, descreve.
Programa Estadual
O Programa MS Vida Animal partiu da necessidade de compreender a real situação de animais domésticos e de rua no Estado, além das demandas de entidades e a potencial proliferação de zoonoses, que são objeto de construção de indicadores deste programa.
O programa segue os pilares do bem estar animal, que são: animal ser livre de fome e sede; livre de desconforto, ferimentos e doenças; livre de medo e angústia e ter a liberdade para expressar seu comportamento normal.
Dividido em duas diretrizes (controle populacional e de zoonoses e combate aos maus-tratos e abandono), o programa propõe regulamentar as políticas de proteção aos animais, além de trazer o diagnóstico da realidade de Mato Grosso do Sul.
O passo agora é o de firmar termos de cooperação entre Governo do Estado e entidades para a criação de legislações que promovam a política de bem estar e proteção animal.
fonte: Paula Maciulevícius, Setescc

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