
O STF volta a mirar em Sergio Moro.
A Primeira Turma da Corte marcou data para o julgamento de uma denúncia de calúnia contra o senador, apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2023.
A PGR quer cassar o mandato de Moro devido a uma piada de menos de dez segundos, feita numa brincadeira de festa junina.
Moro aparece rindo da tradicional “cadeia” de festa junina e comenta:
“Isso é fiança, é instituto, pra comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.
Senso de ridículo ficou longe
O caso fomenta o debate sobre o cerceamento da liberdade de expressão no país, o risco de perseguições políticas e a postura do STF diante de críticas e ironias.
Um editorial da Gazeta do Povo já classificou o processo como absurdo:
Moro será julgado por colegas da suposta vítima, por um crime que certamente não cometeu, e sujeito a uma pena desproporcional que pode chegar até à cassação de seu mandato.
Não tem como testemunhar o absurdo da denúncia contra Sergio Moro e não lembrar dos regimes mal-humorados e autoritários de Josef Stálin e Mao Tsé-Tung — que criminalizavam piadas contra seus líderes.
Para um tribunal que já sofre intenso desgaste internacional por perseguição política à Direita e aos conservadores, o movimento de vingança política contra o juiz que comandou a Lava Jato só piora as coisas.
fonte: Gazeta do Povo


