O senador Sergio Moro defendeu a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decretada pelo ministro do STF André Mendonça, nesta quarta-feira (4).
Segundo o parlamentar, a decisão é corajosa e necessária diante de evidências de uma fraude financeira que pode superar os R$ 40 bilhões.
Moro ressaltou que, além dos crimes de colarinho branco, o caso revela métodos violentos de intimidação.
Para o senador, o conteúdo das mensagens interceptadas demonstra um comportamento típico de organizações criminosas.
Ele citou trechos da decisão que indicam ordens para ataques a funcionários e jornalistas, incluindo sugestões de agressão física e simulação de assaltos.
— Quando eu leio os termos da decisão, chego à conclusão de que o quadro é ainda pior, porque as mensagens trocadas por ele com seus capangas são estarrecedoras. […] Nós estamos vendo aqui gangsterismo — disse.
Moro também mencionou a existência de transações milionárias entre Vorcaro e uma empresa controlada pela família do ministro Dias Toffoli, sugerindo uma rede de influência que precisa ser investigada.
Ele defendeu que a CPI do Crime Organizado atue diretamente na apuração desses fatos para garantir que as conexões políticas e judiciais do banqueiro não barrem o avanço das provas.
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fonte: Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly, Agência Senado



