STF abre licitação para monitorar o que dizem sobre a Corte nas redes

O STF abriu licitação para contratar uma empresa especializada em “acompanhamento e análise” de sua presença digital.

O objetivo é monitorar “menções ao STF e seus membros”, de forma ininterrupta, ou seja, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias no ano.

“A contratada deverá emitir alertas de menções diários e imediatos sobre temas diretamente relacionados ao universo do Supremo Tribunal Federal – incluindo seus julgamentos e ministros -, expressamente citados, com potencial de repercussão”, diz o edital.

Em 2024, a Corte já havia contratado uma empresa para realizar o monitoramento das redes sociais, com previsão de término para julho de 2025.

A nova licitação ocorre em um momento de crise causado pela investigação sobre o Banco Master.

A empresa vencedora deverá realizar o levantamento de conteúdos em diversas plataformas digitais, incluindo X (Twitter), Instagram, YouTube, Facebook, TikTok, LinkedIn, Kwai e Discord.

 

Monitoramento prevê análise do sentimento nas redes sobre STF e “formadores de opinião”

O serviço inclui a “avaliação das citações ao STF e temas de interesse, com análise de abrangência, relevância e sentimentalização”, a indicação dos principais temas debatidos nas redes sociais e “ações organizadas na web referentes ao STF e temas de interesse”.

Além disso, o contrato prevê o “levantamento dos principais formadores de opinião nas redes sociais que debatem sobre assuntos afetos ao STF, com análise de posicionamento e influência/capacidade de repercussão”.

A empresa contratada também deverá fornecer:

  • Envio de pelo menos 30 alertas diários (podendo chegar a 300) sobre temas com potencial de repercussão, via WhatsApp ou outros meios acordados;
  • Documentos diários e mensais com análises quantitativas e qualitativas, identificação de tendências, mapeamento de influenciadores e avaliação do impacto na opinião pública;
  • Acesso a painéis visuais com gráficos e tabelas atualizados recorrentemente.

O Tribunal justifica a contratação pela necessidade de uma estrutura tecnológica robusta que evite falhas na comunicação estratégica com a sociedade, dado o expressivo número de usuários e interações nos canais oficiais da Corte.

O contrato terá vigência inicial de até 24 meses, podendo ser prorrogado.

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