A segurança pública vai ocupar um papel central nas eleições de 2026.
Para contribuir com um debate mais qualificado sobre o tema, o Instituto Sou da Paz lançou nesta terça (9) a campanha Vote pela Paz, durante evento promovido em parceria com o Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper, em São Paulo.
A campanha busca reposicionar a discussão sobre segurança pública no processo eleitoral, contrapondo abordagens baseadas no populismo e destacando a demanda da sociedade por políticas fundamentadas em evidências.
Como parte dessa estratégia, o Sou da Paz divulgou a agenda eleitoral Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma segurança pública de verdade, que apresenta propostas para melhorar a segurança tanto no âmbito estadual quanto federal.
O encontro reuniu especialistas, pesquisadores, policiais e representantes da sociedade civil para debater a centralidade da segurança pública nas eleições.
A iniciativa parte de evidências que mostram que a população brasileira deseja uma polícia mais preparada, a correta aplicação das leis e menos armas em circulação.
Pesquisa recente do Instituto Sou da Paz aponta que a busca por soluções efetivas para a segurança pública é um dos principais consensos entre os brasileiros.
A partir desse mote, o Sou da Paz lançou no evento o primeiro vídeo da campanha de comunicação que enfatiza o principal resultado da pesquisa: a sociedade brasileira não quer mais as mesmas propostas simplistas e ineficazes repetidas há décadas.
Confira o vídeo da campanha AQUI.
“A população está cansada de frases de efeito, improviso e promessas simplistas na área da segurança pública. O que as pessoas querem é resultado concreto, proteção no cotidiano e políticas que funcionem de verdade. O período eleitoral é uma oportunidade importante para elevar a qualidade desse debate”, diz Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.
Uma agenda de propostas eficientes
Lançada no evento, a agenda Brasil em ação pela Paz – Propostas para uma segurança pública de verdade busca qualificar o debate eleitoral e pressionar candidaturas a apresentarem planos consistentes, metas e compromissos reais para reduzir a violência no país. O documento apresenta propostas de solução a partir de cinco temas prioritários:
Proteger meninas e mulheres, considerando o aumento exponencial da violência contra mulheres e que é necessário que o Estado seja capaz de prover segurança para metade da população;
Fortalecer polícias bem preparadas e respeitadas, uma vez que as instituições policiais são centrais na implementação das políticas de segurança, estando presentes na prevenção, no atendimento, na integração com outras instituições e na investigação;
Enfrentar o crime organizado, considerando que as facções seguem em expansão, atuando em novos setores e com domínio territorial inaceitável;
Reduzir os roubos, tratando do crime que mais afeta cotidianamente toda a população e que causa grandes prejuízos econômicos e pessoais;
Retirar as armas ilegais de circulação, implementando uma postura ativa de enfrentamento ao tráfico de armas, que viabiliza todas as formas mais graves de violência.
Para cada um desses temas, o documento apresenta propostas a partir de cinco áreas de ação que são transversais a todos os principais desafios, sendo elas:
Valorizar os profissionais das forças de segurança e buscar excelência profissional na sua atuação, respeitando as normativas e diretrizes legais;
Priorizar a investigação criminal, com foco em compreender e desarticular as estruturas do crime organizado, garantindo a responsabilização dos autores e a devida justiça às vítimas;
Direcionar investimentos em tecnologia, que devem ser feitos para otimizar e atualizar a segurança, mas de maneira responsável e não impulsiva, considerando custos e benefícios comprovados, com atenção à segurança de dados e aos direitos individuais;
Promover a cooperação e integração entre instituições que cumprem papéis complementares, seja esta a articulação entre União, Estados e Municípios ou a realizada entre diferentes agências, como as polícias, Ministério Público, Receita Federal, secretarias de saúde e educação, entre outras;
Enfrentar ativamente o tráfico e o uso ilegal de armas e munições, dado o grande aumento de armas em circulação no país e seu impacto tanto no crime organizado quanto nos crimes cotidianos.


