A investigação sobre possíveis desvios no INSS ganhou novos contornos após um recado enviado por Roberta Luchsinger, lobista apontada em apurações conduzidas pela Polícia Federal.
A mensagem foi encaminhada por um intermediário a um auxiliar do presidente Lula e tinha tom considerado ameaçador.
De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, a lobista — que mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha — estaria “desesperada” diante do avanço das investigações e buscaria algum tipo de proteção política.
Segundo o relato publicado, o emissário transmitiu um aviso direto:
Roberta “não aceita” ser abandonada e “não cairá sozinha”.
Decisão no STF interfere em pedido da CPMI
O episódio acontece paralelamente a decisões recentes envolvendo o caso no STF.
Nesta semana, o ministro Flávio Dino, rejeitou o pedido da CPMI do INSS para quebrar o sigilo de Roberta Luchsinger.
Apesar dessa decisão, já havia uma determinação anterior do ministro André Mendonça autorizando a liberação de dados relacionados à investigada.
Nome de Lulinha aparece na investigação
Nos autos da investigação conduzida pela Polícia Federal, o nome de Lulinha aparece três vezes.
Um ex-sócio do Careca do INSS afirmou aos investigadores que Lulinha teria sido parceiro de Roberta Luchsinger em um projeto relacionado à Cannabis medicinal.
Esse mesmo depoimento aponta ainda que o filho do presidente teria recebido R$ 25 milhões em um negócio envolvendo kits de dengue.
O relato também menciona a existência de uma suposta mesada de R$ 300 mil.
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