O senador Sergio Moro (PL-PR) defendeu a PEC do “horário flexível” após a Câmara dos Deputados aprovar, em dois turnos, a proposta que reduz gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado.
Em entrevista à Rádio Cultura em Foz do Iguaçu, Moro afirmou que a redução da jornada sem corte salarial cria uma promessa “irreal” e comparou a medida a “dar um milhão de dólares para cada brasileiro” ou elevar o salário mínimo para R$ 10 mil.
“O que se coloca para a população é: vai trabalhar menos e vai ganhar igual. A gente sabe que essa conta não fecha”, declarou.
Na sequência, o senador afirmou que “a vida não é fácil” e que “a vida é dura”, ao defender que melhora de renda depende de “estudo” e “trabalho”.
Durante a entrevista, Moro confirmou apoio à PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.
Protocolada como PEC 12/2026, a proposta amplia a possibilidade de negociação sobre jornada, escala de trabalho e remuneração por horas.
“O que a gente tem defendido lá, muito realisticamente, é jornada por horas, pagamento por horas, sem haver jornadas rígidas”, disse.
O texto apoiado por Moro permite que definições sobre carga horária sejam estabelecidas por acordo individual, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”.



