Integrantes do governo Lula vão se reunir nesta sexta-feira, 29, para avaliar uma reação à classificação das facções PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
A designação ocorre à revelia do governo o brasileiro, depois de meses de negociações e conversas em que o País deixou clara sua objeção.
O governo petista já monitorava e temia uma medida punitiva por parte do governo Trump como resultado da visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.
Para membros do governo, a classificação ganhou impulso político com a visita de Flávio.
O governo ainda vai decidir se o próprio presidente da República vai reagir ou se o Itamaraty, equivalente ao Departamento de Estado, comandará a resposta pública.
Membros de ministérios envolvidos, como Justiça, também serão ouvidos para avaliar o alcance da decisão.
O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, já reagiu em nota, nesta quinta-feira, 28.
Segundo Amorim, a ação da Casa Branca não pode ser um pretexto para uma intervenção americana sobre o Brasil.
Embora não tenham decidido reagir ou protestar antes, integrantes do governo diziam que o principal seria o que viria dos encontros em Washington.
O senador e pré-candidato de oposição Flavio Bolsonaro pediu expressamente o enquadramento das facções como terroristas.
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na terça-feira, 26, e no dia seguinte com Marco Rubio, do Departamento de Estado.
Um dia após o encontro com o senador brasileiro, Rubio anunciou o enquadramento das duas facções do Brasil como organizações terroristas.
Outro temor do governo é o efeito econômico. O Brasil monitora e recebeu manifestação de preocupação do setor financeiro com eventuais sanções.



