Encontros realizados nesta semana na capital norte-americana colocaram novamente em pauta a possibilidade de os Estados Unidos reativarem a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
As tratativas foram conduzidas por integrantes do entorno político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Quem esteve à frente das negociações
O empresário Paulo Figueiredo liderou as articulações destinadas a aproximar Flávio do governo dos Estados Unidos.
Ao seu lado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — que reside nos EUA desde fevereiro de 2025 — também participou das conversas com autoridades norte-americanas.
Na terça-feira, 26, o grupo esteve na Casa Branca.
No dia seguinte, reuniões aconteceram com o secretário de Estado, Marco Rubio, com o secretário-adjunto Christopher Landau e com membros da diplomacia dos Estados Unidos.
Estrutura jurídica já está pronta, diz Figueiredo
Segundo Paulo Figueiredo, o senador Flávio Bolsonaro não tomou parte diretamente nas discussões sobre sanções contra Moraes.
O empresário explicou que os instrumentos legais necessários para uma eventual retomada das medidas já se encontram à disposição do governo norte-americano.
“Os efeitos da designação do Alexandre foram apenas suspensos a pedido do presidente Lula, mas toda a designação em si permanece e toda a documentação legal está pronta”, declarou o empresário.
“Há boa vontade da administração também nesta direção. Basta apenas que o presidente Trump lave as mãos. Mostramos que Lula não entregou nada do que prometeu e que difama Trump a cada oportunidade que tem. Estou otimista sobre nossas chances de sucesso.”
O que é a Lei Magnitsky
Trata-se de um instrumento legal que autoriza os Estados Unidos a impor restrições financeiras e migratórias a estrangeiros acusados de corrupção ou violação de direitos humanos.
Foi com base nessa legislação que Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, foram anteriormente alvos de medidas restritivas.



