A corrida para as eleições de 2026 no Paraná dá a impressão de déjà vu.
No centro da disputa estão o PT, representado pela deputada federal e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann, e o ex-juiz da Lava Jato e pré-candidato ao governo, o senador Sergio Moro (PL).
“A esquerda derrotará a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão do Paraná”.
A declaração de Gleise, remete ao período em que Moro, ainda juiz federal, expedia a ordem de prisão de Lula no caso do triplex do Guarujá — a condenação foi anulada absurdamente em 2021 pelo STF.
Neste ano, o inimigo do PT é o mesmo, mas as circunstâncias são outras: o embate agora é pelo poder local.
Gleisi é pré-candidata a senadora e apoia o deputado estadual Requião Filho (PDT) para governador do Paraná.
Este cargo é o mesmo almejado por Moro, que precisou trocar o União Brasil pelo PL para confirmar a pré-candidatura, com o aval do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar de concorrerem a cargos diferentes, a estratégia de atacar Moro deve perdurar até o pleito de outubro, não apenas para tentar enfraquecê-lo localmente, mas também por causa da aliança com Flávio, principal opositor ao projeto de reeleição de Lula.
Sergio Moro usa plataforma nacional para criticar PT
Depois da Lava Jato, Sergio Moro foi ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro (PL) e se elegeu senador na sequência. Nesses cargos, o PT sempre foi o alvo principal dele.
Na disputa local, não é diferente, mesmo que o adversário direto pelo governo do Paraná esteja no PDT.


