
Decisão de Zanin gera reações irritadas na Justiça
O jurista, ex-senador, ex-deputado e ex-ministro da Cultura Roberto Freire (Cidadania), um dos políticos mais experientes do Brasil, classificou como “golpe de Estado” a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do STF.
O advogado de Lula, hoje ministro, determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 até as 19h (horário de Brasília) em todo o País.
Em postagem na rede social X, Freire afirmou que a medida — tomada a pedido da coligação do presidente e candidato à reeleição Lula (PT) — “usurpa a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral” e configura golpe.
O político ainda acusou Zanin de cometer “evidente crime de responsabilidade”.
Para Rooberto Freire, a decisão de Zanin “gera um clima próprio para um golpe de estado promovido por uma decisão monocrática e usurpadora da competência constitucional do TSE”, reiterou.
A decisão de Zanin atendeu a pedido de urgência protocolado pela coligação petista.
A decisão provocou confusão operacional em vários estados.
Parte das seções já havia encerrado a votação, impresso boletins de urna e iniciado o processo de transmissão quando a ordem chegou, inclusive no Distrito Federal e em Santa Catarina.
A apuração nacional foi pausada temporariamente.
A medida monocrática de Zanin — indicado ao STF pelo próprio Lula — gerou críticas de interferência na competência da Justiça Eleitoral.
Integrantes do TSE manifestaram irritação com o que consideram sobreposição de atribuições, especialmente porque a decisão saiu muito próxima ou após o horário legal de encerramento (17h).
Freire, político com longa trajetória (foi constituinte, candidato a presidente em 1989 e ministro da Cultura no governo Temer), reforçou essa linha ao classificar o ato como usurpação de competência e crime de responsabilidade.
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