Desenrola 2.0 começa enrolado e devedores reclamam

Dias após o lançamento oficial do Novo Desenrola Brasil 2.0 pelo presidente Lula, milhares de brasileiros endividados ainda não conseguiram acessar as condições de renegociação prometidas pelo governo federal.

A causa principal é um gargalo entre os bancos participantes e o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que funciona como avalista das novas contratações — impasse que retardou o início das operações e gerou onda de reclamações nas redes sociais.

Fiado só amanhã?

Ao contrário da edição anterior do programa, realizada em 2023, o Desenrola 2.0 não conta com uma plataforma central do governo para intermediar as negociações.

Cabe a cada instituição financeira disponibilizar, em seus próprios canais, as propostas de parcelamento para detentores de dívidas em crédito pessoal, cheque especial e cartão de crédito.

O problema é que, no dia previsto para o início das renegociações, os bancos não estavam prontos.

Devo, não nego, pago quando acessar

Nubank, por exemplo, comunicou a usuários que as ofertas seriam disponibilizadas “aos poucos”, sem previsão exata de quando cada cliente seria contemplado.

Condições prometidas não chegam ao devedor

Segundo o governo federal, o Desenrola 2.0 oferece descontos entre 30% e 90% sobre o saldo devedor, juros de até 1,99% ao mês, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de até 35 dias para a primeira parcela.

No entanto, usuários relataram que, quando conseguiram acessar alguma proposta, as condições apresentadas eram equivalentes às já disponíveis nos canais habituais dos bancos — sem os benefícios extras anunciados.

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