Greve no Banco Central: ‘É política e faz parte de uma elite’, diz economista

A greve decretada pelos funcionários do Banco Central (BC) a partir da próxima sexta-feira, 1º, deixa no ar a preocupação sobre o normal funcionamento do Pix, o sistema instantâneo de pagamento e transferência bancária, criado e administrado pela instituição desde novembro de 2020.

Radicalização

Os servidores do BC  iniciaram a mobilização depois que o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou reajuste salarial apenas para policiais federais (inclusive rodoviários).

Desde o dia 17 deste mês, foi colocada em prática a chamada “operação tartaruga”, com paradas entre 14 e 18 horas.

Elite

Segundo relatório oficial do Banco Central, as despesas com salários em 2021 chegaram a R$ 1,158 bilhão. São cerca de 3.400 funcionários ativos, distribuídos em três carreiras.

Na área técnica, a principal delas é de analista. São cerca de 2.850, com remuneração entre R$ 19 mil e R$ 27mil.

A carreira de procurador é reservada aos bacharéis em Direito. São cerca de 160 ocupantes, que ganham entre R$ 21 mil e R$ 27 mil

Há ainda cerca de 430 técnicos. São funcionários com nível médio, salários entre R$ 7,3 mil e R$ 12,5 mil, que auxiliam analistas e procuradores.

Greve política

O economista Ubiratan Jorge Iorio, colunista de Oeste, afirma que as reivindicações dos servidores não são justas e que se trata de uma greve política num ano de eleições. 

“Os funcionários do BC fazem parte de uma elite, já ganham muito bem. Não faz sentido pessoas que já são privilegiadas adotarem postura desse tipo, no momento em que a economia mal começa a se recuperar dos efeitos da pandemia, com os preços subindo, a situação está difícil.”

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