Quarta, 5 de agosto de 2026 · Campo Grande, MS
Brasil

mspontocom: O pensamento tacanho da esquerda sobre o crime

Opinião do mspontocom sobre segurança pública e impunidade

Durante décadas, parte da esquerda insistiu em vender a ideia de que a criminalidade é, acima de tudo, fruto da desigualdade social e que o Estado deve responder com políticas de inclusão.

O resultado dessa visão, na prática, é conhecido por milhões de brasileiros: ruas dominadas pelo medo, facções cada vez mais poderosas e cidadãos honestos privados do direito mais básico de uma democracia — o direito de ir e vir.

O brasileiro comum não vive uma teoria sociológica. Vive uma guerra.

Guerra contra assaltantes, traficantes, facções e criminosos que desafiam o Estado diariamente.

Em muitos locais, quem dita as regras já não é o poder público, mas o crime organizado.

O mspontocom entende que segurança pública começa com a proteção da vítima, não com a busca incessante por justificativas para o criminoso.

Nesse contexto, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, tornou-se símbolo de uma política de enfrentamento duro às gangues.

Após medidas severas de encarceramento e repressão, o país registrou forte redução nos índices de homicídios, tornando-se referência para quem defende respostas firmes contra o crime organizado.

No Brasil, lideranças como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado caminham na mesma direção ao defenderem mais presídios, mais vagas no sistema prisional e penas mais rigorosas.

Goiás, sob a gestão de Caiado, frequentemente é citado como exemplo de redução da criminalidade por meio de uma política de enfrentamento direto às facções.

Enquanto isso, a lentidão da Justiça e a reincidência continuam alimentando a sensação de impunidade.

Casos de criminosos que deixam a prisão por decisões judiciais ou benefícios legais e voltam a delinquir reforçam o debate sobre a eficácia do atual sistema penal.

Também é alvo de críticas o conjunto de benefícios previstos na legislação, como progressão de regime, remição de pena por estudo ou trabalho, saídas temporárias quando cabíveis e visita íntima.

Para os defensores de uma política criminal mais rígida, a lógica deveria ser simples: pena aplicada deve ser pena cumprida.

Se a condenação é de 40 anos, que sejam 40 anos efetivos de prisão.

O Brasil precisa decidir se continuará tratando o crime como um problema meramente social ou se enfrentará as organizações criminosas como a ameaça à soberania nacional que elas se tornaram.

Em diversas regiões, o Estado já disputa território com facções armadas.

Recuperar essas áreas exige autoridade, leis mais duras e a certeza de que o cidadão honesto voltará a ser prioridade.

O Estado existe para proteger o cidadão honesto. Quando o criminoso perde o medo da punição, quem perde a liberdade é a sociedade.

O Brasil não precisa escolher entre direitos humanos e segurança pública; precisa garantir primeiro o direito humano mais básico: o de viver sem medo.

Enquanto o crime organizado continuar ocupando territórios e impondo suas próprias leis, qualquer discurso que relativize a responsabilidade do criminoso estará distante da realidade enfrentada por milhões de brasileiros.

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