
O caminho para se tornar piloto
Um sonho que começou ainda na infância começa a ganhar forma concreta nos céus. Aos 20 anos, a campo-grandense Raíssa Costa Aurélio já conquistou a licença de piloto privado e se prepara para seguir carreira na aviação comercial.
Em entrevista ao programa da Massa FM Campo Grande, Raíssa contou que o interesse pelos aviões surgiu quando ainda era criança. Durante boa parte desse período, porém, a possibilidade de se tornar piloto parecia distante de sua realidade.
A decisão de transformar a admiração pela aviação em profissão veio em 2023, quando ela ainda cursava o ensino médio. O incentivo de amigos foi importante para que começasse a enxergar a carreira de piloto como uma possibilidade real.
Um sonho que precisou de persistência
A trajetória não foi simples. Segundo Raíssa, a principal dificuldade encontrada durante a formação foi financeira. O custo para obter a licença de piloto privado pode chegar a cerca de R$ 40 mil, principalmente por causa das horas de voo.
Por esse motivo, ela precisou interromper a formação por um período até conseguir reunir novamente os recursos necessários. Com apoio da família, dos amigos e de pessoas que acompanharam sua história, conseguiu retomar os estudos e concluir as horas exigidas.
A fé também teve papel importante durante o processo. Hoje, olhando para a própria trajetória, Raíssa vê uma realidade bem diferente daquela de um ano atrás, quando ainda não sabia quando conseguiria concluir a primeira etapa da formação.
Próximo objetivo: ser piloto comercial
Com a licença de piloto privado conquistada, Raíssa já iniciou a preparação teórica para a licença de piloto comercial. O próximo desafio é a prova da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A formação inclui novas horas de voo e, ao todo, são necessárias 150 horas para a formação prevista para o piloto comercial: 40 horas referentes à etapa de piloto privado e outras 110 horas na sequência.
A licença de piloto privado, por si só, ainda não permite que o profissional trabalhe como piloto de forma remunerada. Por isso, a jovem agora concentra os esforços na próxima fase.
Enquanto estuda e realiza suas horas de voo, Raíssa também procura ampliar sua rede de contatos dentro do setor. Para ela, o relacionamento entre profissionais e alunos é importante em uma área na qual as oportunidades muitas vezes surgem justamente por meio das conexões.
Mais mulheres ocupando espaço na aviação
A presença feminina na formação de pilotos também chama a atenção de Raíssa.
Quando começou a voar, em 2024, ela conhecia quatro mulheres que estavam ativamente na formação. Atualmente, esse número chegou a dez, segundo seu relato.
Apesar de ainda ter presenciado situações de preconceito, a jovem destaca principalmente o acolhimento que encontrou no ambiente em que realiza sua formação.
Para Raíssa, cada etapa vencida reforça a ideia de que o esforço vale a pena. Entre as lembranças mais marcantes estão o primeiro voo solo e o momento da conquista da licença de piloto privado.
“É só o começo”
Aos 20 anos, Raíssa sabe que ainda há um longo caminho pela frente. O objetivo agora é avançar na formação e, no futuro, trabalhar profissionalmente na aviação.
A experiência até aqui, no entanto, já deixou uma lição: sonhos grandes podem exigir tempo, paciência e muita persistência.
Para quem também pretende seguir pela aviação, ela deixa uma mensagem de incentivo: não desistir diante das dificuldades e entender que o caminho pode ser tão importante quanto a conquista final.
Para Raíssa, a licença de piloto privado não representa o ponto de chegada, mas o começo de uma trajetória que ainda promete muitos voos.
Para seguir a Raissa no Instagram: raii_piloto
Fonte: entrevista concedida por Raíssa Costa Aurélio ao programa da Massa FM Campo Grande, publicada pela RCN67 em 21 de agosto de 2026.
foto: Karina Anunciato
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