Quarta, 5 de agosto de 2026 · Campo Grande, MS
Política

Sistema mira Sergio Moro; CNJ age em ano eleitoral

O Sistema não dorme

A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de afastar por dois anos a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Lava Jato, cria um novo problema político para o Senador.

A decisão vem justamente às vésperas das eleições 2026, onde Sergio Moro lideral com folga a corrida ao governo do Paraná.

Hardt foi punida em processo administrativo disciplinar por sua atuação na homologação de um acordo que poderia viabilizar a criação de uma fundação privada com cerca de R$ 2 bilhões recuperados pela Lava Jato.

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O relator apontou que a magistrada teve acesso prévio à minuta do acordo por canal informal, recebeu informações antecipadas de uma das partes e não realizou as diligências institucionais consideradas necessárias.

O CNJ classificou a conduta como grave violação dos deveres do cargo.

A decisão não condena Moro nem atribui a ele responsabilidade pela conduta de Hardt.

SISTEMA EM AÇÃO

Mas o impacto político é inevitável, pois a juíza que ocupou o lugar de Sérgio Moro (PL) volta ao centro de um episódio que questiona procedimentos adotados durante a operação que construiu a imagem pública do ex-juiz.

Sérgio Moro (PL) fez da Lava Jato sua principal identidade política.

Cada nova decisão institucional envolvendo seus métodos, personagens e bastidores oferece aos adversários uma oportunidade para reabrir uma discussão.

Nas redes sociais, a narrativa é ainda mais simples e potencialmente viral porque “A juíza que substituiu Moro na Lava Jato foi afastada pelo CNJ.”

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