
No dia 8 de janeiro deste ano, manifestantes invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, e instalações do Congresso Nacional e do STF.
Cerca de 2 mil pessoas foram detidas e levadas pelas forças policiais.
Delitos de natureza semelhante, porém cometidos pela esquerda, jamais tiveram uma punição sequer parecida com a recebida pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Gazeta do Povo selecionou cinco manifestações “vermelhas” ocorridas nos últimos anos e que terminaram em quebra-quebra de espaços públicos e confrontos com a polícia – mas cujos autores saíram livres, leves e soltos.
2006: dissidentes do MST deixam 24 feridos na Câmara
Durante pouco mais de uma hora, 700 militantes do MLST forçaram a entrada do prédio da Câmara dos Deputados, em Brasília, e destruíram tudo o que viram pela frente.
Armados de paus, pedras e paralelepípedos, eles ainda viraram um carro e feriram 24 pessoas que trabalhavam no local.
2013: quebradeira em todo o país
As chamadas Jornadas de Junho, que incluíram manifestações em todo o Brasil, foram marcadas por diversos atos de vandalismo – muitos deles protagonizados pelos black blocs, militantes “protegidos” por roupas e máscaras negras.
O auge simbólico dos tumultos aconteceu na noite do dia 17, quando centenas de pessoas invadiram a cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, e gritaram palavras de ordem como “O gigante acordou”.
Ninguém foi preso.
2016: ocupação de escolas e universidades
Inspirados por estudantes secundaristas de São Paulo, que em 2015 tomaram conta de escolas em protesto contra o então governador Geraldo Alckmin, jovens ocuparam mais de mil unidades públicas de ensino em todo o Brasil durante o ano seguinte.
Atos de desordem e vandalismo foram registrados em várias escolas, bem como flagrantes de consumo de drogas e até de relações sexuais entre menores de idade.
O movimento acabou se enfraquecendo e, em alguns estados, estudantes foram processados – mas nenhum deles chegou efetivamente a cumprir pena.
2017: turma do “Fora Temer” incendeia, literalmente, a Esplanada
Organizados pela CUT, a Central Única dos Trabalhadores, 35 mil pessoas protestaram em Brasília, no dia 24 de maio, contra as reformas propostas ao Congresso pelo governo de Michel Temer.
Além de confrontar a PM e promover um quebra-quebra generalizado, os manifestantes puseram fogo nos ministérios da Agricultura, Cultura e Fazenda.
No saldo final, o protesto deixou cerca de 50 feridos, entre eles um jovem que teve a mão dilacerada por um rojão.
Apenas sete manifestantes foram presos.
2020: vandalismo antirracismo (ou contra Bolsonaro?)
A comoção mundial em torno da morte de George Floyd – homem negro assassinado durante uma ação policial, nos Estados Unidos, em maio – também teve ecos no Brasil.
No mês seguinte, uma onda de protestos contra o racismo foi registrada nas ruas de várias cidades do país, em plena pandemia da Covid-19.
Liderados, principalmente, pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) de Guilherme Boulos, os atos miravam, na verdade, outro alvo: o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A PM teve de agir de forma enérgica e apenas seis pessoas foram autuadas por desacato, associação criminosa e dano ao patrimônio.
fonte: Gazeta do Povo
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