Empresas brasileiras pagam um “imposto do crime” — e ele custa caro

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria calculou que o crime custa pelo menos R$ 107 bilhões por ano para a indústria brasileira.
💰 A relevância: Pense que todo esse dinheiro poderia ser usado para financiar investimentos, contratar funcionários, abrir fábricas e aumentar a produção.
Desse total, R$ 39,1 bilhões correspondem a perdas diretas causadas por atos criminosos. Já os outros R$ 68,5 bilhões são gastos com segurança e prevenção.
  • Ou seja, as empresas brasileiras estão gastando mais para se proteger do crime do que perdem com ele.
🚔 O “paradoxo da prevenção”: Os gastos com vigilância patrimonial, monitoramento, segurança cibernética e proteção pessoal equivalem a 1,1% da receita líquida das indústrias — superando as perdas diretas.

 

O estudo também mostra que mais de um terço das empresas industriais no Brasil foi afetado por atividades ilícitas nos últimos anos.

 

Com cargas consideradas “fáceis de revender”, as indústrias de alimentos e bebidas lideram as perdas, enquanto os eletrônicos vêm logo atrás.
🫰 Como se fosse um “imposto do crime”: O problema pesa principalmente sobre as pequenas e médias empresas, que têm menos recursos para absorver prejuízos ou investir em proteção.

 

O estudo conclui que, no longo prazo, sem resolver as questões de segurança pública, o Brasil continuará com uma âncora amarrada ao pé da economia.

fonte: O Expresso

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