Um estudo elaborado pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP mostra que, no último ano, a base de seguidores do presidente Jair Bolsonaro em todas as redes sociais oficiais cresceu acima da média em momentos de crise.
A pesquisa, que analisou as contas do Facebook, Instagram, YouTube, e Twitter do presidente, sugere que, ao longo do último ano de governo, ocorreu uma série de alinhamentos da base pró-Bolsonaro para defendê-lo, pela radicalização e negação da avaliação de especialistas de ações do governo.
Segundo o relatório, crises de repercussão na imprensa foram revertidos em engajamento e ganhos de novos seguidores, com expressão mais notável no Facebook.
Segundo o professor da USP, o fenômeno é possível porque os novos apoiadores são ou se tornam mais radicais e negam especialistas apresentados pela imprensa como premissa