Bolsonaro pede que amazonenses não reelejam Omar Aziz

Do leito do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro  participou por videochamada da “motociata” em seu apoio que ocorreu em Manaus.

Na ligação, Bolsonaro agradeceu os apoiadores no Amazonas, disse que respeita a Constituição e afirmou que o estado precisa de mudanças na política.

Uma das principais lideranças do estado é o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD), cujo mandato termina em janeiro de 2023

Um dos organizadores da motociata em Manaus, coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes (Patriota), confirmou a declaração do presidente aos apoiadores.

“Ele [Bolsonaro] disse que precisa de renovação, porque do jeito que está não pode ficar. E realmente não dá para ficar assim. Eu digo isso a ele [Bolsonaro]. O estado merece uma renovação. As pessoas estão reagindo a esse pessoal velho”, declarou Menezes.

“Currículo” de Omar Aziz

Omar Aziz, que se elegeu governador em 2010 e senador em 2014, ficou em quarto lugar na disputa pelo governo do Amazonas em 2018, em meio a investigações envolvendo um de seus irmãos, Murad Aziz, acusado de envolvimento em desvios na saúde do estado.

Depois, o próprio Omar Aziz foi alvo de operações policiais. Em 2019, chegou a sofrer busca e apreensão em sua casa, teve o passaporte apreendido e foi acusado por uma delatora de ter relação com o chefe do esquema, o médico e empresário Mouhamad Moustafá…

No mesmo ano, uma investigação sigilosa da Polícia Federal apontava que recursos da Saúde estadual foram desviados para beneficiar Aziz.

A PF o indiciou por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Em julho de 2019, a mulher e três irmãos de Aziz chegaram a ser presos pela PF, mas foram soltos na sequência.

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