Governo Lula desperdiçou R$ 260 milhões em Coronavac

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir audiência e convocar ex-diretores do Ministério da Saúde para apurar irregularidades na compra e no recebimento de 10 milhões de doses da vacina Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan.

A demora na contratação direta e a aceitação de imunizantes com validade já consumida resultaram no descarte de 7,9 milhões de doses e em prejuízo estimado em R$ 261,7 milhões aos cofres públicos.

Os autos mostram que o processo de compra começou em 24 de fevereiro de 2023 com o objetivo de atender crianças de 3 a 11 anos na campanha de multivacinação prevista para maio/junho.

O contrato só foi assinado em 25 de setembro de 2023 — mais de sete meses depois.

As vacinas só chegaram aos estoques do Ministério da Saúde em 25 de outubro.

Validade curta

O Termo de Referência exigia que as vacinas não tivessem consumido mais de 35% da validade na data da entrega.

 No entanto, as doses entregues pelo Butantan já haviam consumido entre 38,3% e 43,5% do prazo total.

O Instituto Butantan havia informado desde março de 2023 que tinha 10 milhões de doses prontas.

O atraso na assinatura do contrato fez com que as vacinas chegassem já com validade reduzida, impossibilitando sua plena utilização.

Do total adquirido, apenas 2,08 milhões de doses foram distribuídas e 260 mil aplicadas em todo o país.

O relatório também menciona que perdas semelhantes já haviam sido objeto de fiscalizações anteriores do TCU .

Fonte: Jovem Pan

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