O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) entrou no fim de semana sob cerco jurídico renovado no Paraná.
Uma certidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidou o trânsito em julgado da decisão que derrubou seu registro em 2022, enquanto o senador Sergio Moro, recém-filiado ao PL, segue réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
A certidão divulgada pelo PT do Paraná não reabre o caso.
Ela resume o caminho já percorrido no processo: o TSE indeferiu por unanimidade, em 16 de maio de 2023, o registro de Deltan para deputado federal; rejeitou os embargos em setembro daquele ano; e certificou o trânsito em julgado em 25 de setembro de 2023.
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) tira a leitura de que Deltan chega fora do jogo em 2026.
Mas o salto entre a cassação de 2022 e uma inelegibilidade automática para a próxima eleição ainda é o núcleo da disputa.
A defesa sustenta que o TSE indeferiu o registro daquela eleição, sem declarar de forma específica a inelegibilidade para 2026, e uma decisão recente mandou retirar publicações que tratavam como fato consumado a tese de inelegibilidade até 2031.
Moro está sob pressão por outra frente.
O senador filiou-se ao PL para disputar o governo do Paraná e lidera os cenários mais recentes da Paraná Pesquisas, com 46% a 52,5% das intenções de voto.
Ainda assim, carrega uma ação penal em andamento no STF.
A Primeira Turma do STF recebeu a denúncia contra Moro em junho de 2024.
Em 2025, a Corte formou maioria para mantê-lo réu por calúnia contra Gilmar Mendes.
Não existe decisão que o retire da disputa neste momento, mas o processo mantém aberta uma frente de desgaste que adversários pretendem explorar durante o calendário eleitoral até outubro.
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