
Renúncia é o que cabe a Alexandre de Moraes
Em uma sequência impressionante de decisões relevantes ciontra a crise de natureza ética que atinge o STF, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, marcou para a sessão deliberativa de terça-feira (15) a decisão do plenário sobre abertura de investigação sobre as relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado e preso acusado de liderar uma das maiores fraudes financeiras de todos os tempos.
Com sua posição ainda mais enfraquecida após ter sido excluído da relatoria do inquérito das fake news, voltaram a circular rumores em Brasília sobre a eventual renúncia de Alexandre de Moraes antes dessa decisão do pleno, até para poupar os colegas do constrangimento de deliberar sobre esse assunto.
Se o STF decidir pela instauração do inquérito, Moraes seria a primeiro ministro da história do STF nessa situação.
Até agora, Moraes não se deu ao trabalho de explicar seu relacionamento com Vorcaro, que o tratava como a um consultor ou informante, e cuja esposa fechou contratos de quase R$200 milhões com o Banco Master e, de acordo com o relatório de 218 páginas da Polícia Federal, manteve com o criminoso ao menos oito encontros pessoais, além da troca ao menos de 52 mensagens de visualização única, a fim de que não pudessem ser rastreadas.
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