
PT desesperado com as últimas pesquisas eleitorais
O acirramento dos ânimos no STF alimentou a preocupação da equipe do presidente Lula (PT) com eventuais prejuízos à campanha petista.
As últimas pesquisas de intenção de voto, feitas após o caso, apontaram ainda para avanços de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.
O cenário de empate técnico tem colocado aliados do presidente em estado de alerta e exigido uma correção de rumo a menos de um mês para o primeiro turno
O presidente do PT, Edinho Silva, convocou reuniões de emergência com a Executiva Nacional, com partidos da base de apoio e com centrais sindicais na tentativa de esboçar uma reação da campanha.
O momento atual tem gerado inquietação entre aliados históricos, como movimentos sociais, sindicatos e partidos do chamado campo progressista.
A avaliação de aliados de Lula de que a guerra no Supremo poderia prejudicar o petista levou o presidente a articular com ministros da corte e parlamentares movimentações que tentassem estancar os prejuízos políticos causados pela crise.
Também há reclamações sobre uma demora do presidente e de sua campanha para reagir a temas urgentes.
Um exemplo citado é uma publicação nas redes sociais feita na quarta (9) em que Lula cobrou a divulgação de toda a investigação do caso Master.
A manifestação orientou os aliados do petista, mas só veio depois de dias na defensiva.
Até dentro do PT e da equipe do presidente há queixas relacionadas a uma falta de vigor na campanha, sem identificar se essa é uma responsabilidade de sua coordenação ou do próprio candidato.
Um interlocutor atribui a falta de encontros com sua base nestas eleições ao fato de que Lula não era presidente na última disputa, o que na época lhe permitiu concentrar os esforços na campanha.
A escassez de material de campanha e o atraso na distribuição de recursos do fundo partidário também encabeçam as queixas dos aliados.
Sobre a atuação de Lula em si, queixam-se da sua resistência à leitura de discursos em atos públicos, o que expõe a plateia a horas em pé, muitas vezes sob sol forte.
A escalação da primeira-dama para falar em eventos é outro ponto criticado.
Ao assumir o microfone, Janja ocupa o lugar de mulheres que poderiam estabelecer vínculo maior com os participantes.
O encontro que ocorrerá com as siglas deverá ser realizado nesta quinta-feira (10). Essa seria a primeira reunião com a base desde o começo da campanha.
Também na quinta ocorrerá a reunião da Executiva Nacional, cúpula responsável pelas principais deliberações sobre a campanha do presidente.
Já o encontro com centrais sindicais deverá ocorrer na sexta-feira (11).
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