Quinta, 10 de setembro de 2026 · Campo Grande, MS
Política

PT vê campanha de Lula em risco com crise no STF

caso Marcola

PT desesperado com as últimas pesquisas eleitorais

O acirramento dos ânimos no STF  alimentou a preocupação da equipe do presidente Lula (PT) com eventuais prejuízos à campanha petista.

As últimas pesquisas de intenção de voto, feitas após o caso, apontaram ainda para avanços de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.

O cenário de empate técnico tem colocado aliados do presidente em estado de alerta e exigido uma correção de rumo a menos de um mês para o primeiro turno

O presidente do PT, Edinho Silva, convocou reuniões de emergência com a Executiva Nacional, com partidos da base de apoio e com centrais sindicais na tentativa de esboçar uma reação da campanha.

O momento atual tem gerado inquietação entre aliados históricos, como movimentos sociais, sindicatos e partidos do chamado campo progressista.

A avaliação de aliados de Lula de que a guerra no Supremo poderia prejudicar o petista levou o presidente a articular com ministros da corte e parlamentares movimentações que tentassem estancar os prejuízos políticos causados pela crise.

Também há reclamações sobre uma demora do presidente e de sua campanha para reagir a temas urgentes.

Um exemplo citado é uma publicação nas redes sociais feita na quarta (9) em que Lula cobrou a divulgação de toda a investigação do caso Master.

A manifestação orientou os aliados do petista, mas só veio depois de dias na defensiva.

Até dentro do PT e da equipe do presidente há queixas relacionadas a uma falta de vigor na campanha, sem identificar se essa é uma responsabilidade de sua coordenação ou do próprio candidato.

Um interlocutor atribui a falta de encontros com sua base nestas eleições ao fato de que Lula não era presidente na última disputa, o que na época lhe permitiu concentrar os esforços na campanha.

A escassez de material de campanha e o atraso na distribuição de recursos do fundo partidário também encabeçam as queixas dos aliados.

Sobre a atuação de Lula em si, queixam-se da sua resistência à leitura de discursos em atos públicos, o que expõe a plateia a horas em pé, muitas vezes sob sol forte.

A escalação da primeira-dama para falar em eventos é outro ponto criticado.

Ao assumir o microfone, Janja ocupa o lugar de mulheres que poderiam estabelecer vínculo maior com os participantes.

O encontro que ocorrerá com as siglas deverá ser realizado nesta quinta-feira (10). Essa seria a primeira reunião com a base desde o começo da campanha.

Também na quinta ocorrerá a reunião da Executiva Nacional, cúpula responsável pelas principais deliberações sobre a campanha do presidente.

Já o encontro com centrais sindicais deverá ocorrer na sexta-feira (11).

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