Moro e Deltan Dallagnol detonam decisão do CNJ
O senador Sergio Moro (PL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol reagiram nas redes sociais ao afastamento da juíza Gabriela Hardt pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), decidido nesta terça-feira (4).
Os dois pré-candidatos ao Senado e ao Governo do Paraná transformaram a punição disciplinar em bandeira de campanha, atribuindo à decisão do CNJ motivação política contra o legado da Lava Jato.
No Instagram, Moro classificou Hardt como “uma juíza corajosa afastada sem causa” e afirmou que ela “confrontou a arrogância do Lula em audiência”.
Sustentou ainda que “o CNJ já não serve para preservar a independência da magistratura” e que o país vive “uma época de covardia e de inversão de valores”.
Deltan Dallagnol seguiu linha semelhante.
Em vídeo publicado nas redes, questionou se a punição representaria “a vingança de Lula” e alegou que a decisão do CNJ não apontou “roubo, propina, desvio de dinheiro ou benefício pessoal”, mas teria decorrido apenas da homologação de um acordo da Lava Jato.
Associou o caso à condenação de Lula no processo do sítio de Atibaia, sentenciado por Hardt em 6 de fevereiro de 2019, e defendeu a eleição de “um Senado sério” para, segundo ele, impedir que “quem ousou enfrentar os poderosos” continue sendo punido.

