A manifestação pela anistia aos presos do 8 de janeiro, realizada no Rio de Janeiro, deu início ao bordão que deve se tornar comum entre adversários do presidente Lula:
“Se tudo está caro, volta Bolsonaro”.
Quem primeiro verbalizou a frase foi o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante seu discurso na manifestação.
O bordão, uma crítica aberta à alta do preço dos alimentos, é obra do marqueteiro Duda Lima, do PL.
Esse assunto é o calcanhar de Aquiles do governo.
Em recentes declarações à imprensa, Lula cometeu sucessivas gafes ao comentar a escalada da inflação no país.
As gafes de Lula
“Se todo mundo tivesse a consciência de não comprar aquilo que está caro, quem está vendendo vai ter de baixar para vender, senão vai estragar”, disse o presidente.
No começo deste mês, o presidente criticou o preço do café, do ovo e do milho.
“Queremos encontrar uma solução pacífica”, afirmou, referindo-se à possibilidade de reduzir o preço dos produtos. “Mas, se a gente não encontrar, vamos ter de tomar atitudes mais drásticas”
O preço do ovo, por exemplo, é o que mais chamou atenção do presidente.
E o que mais o fez cometer gafes.
Ao comentar o assunto, Lula disse que gostaria de “encontrar uma explicação” para a valorização do alimento.
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